A Envirotrade, uma companhia de Mauritius com escritorios em Inglaterra e Africa do Sul e operações em Moçambique, desenvolveu um modelo de negocio baseado no bio-sequestro e Pagamentos para Serviços Ambientais (PES) – a venda de compensações de carbono para empresas e indivíduos para apoiar a conservação e maneio das florestas existentes e o plantio de novas. O Bio-sequestro é apenas um componente do modelo da Envirotrade do Carbono para Subsistência. Não é um substituto para resolver a acção internacional que focaliza os problemas centrais associados as mudanças climáticas induzidas pelo homem. No entanto, é uma forma em que indivíduos e empresas preocupadas podem se ligar aos camponeses de países em desenvolvimento para mudar a maneira como os recursos naturais estão a ser utilizados e o impacto que causado no nosso meio ambiente.
A adopção da agrosilvicultura nas comunidades empobrecidas e mal nutridas dá a milhares de famílias uma fonte regular de rendimento e de alimentos. E ao praticar culturas que melhoram e enriquecem o solo ao invés de empobrece-lo estão a dar uma nova oportunidade de vida para as espécies de plantas e animais em perigo. Esta singular abordagem da Envirotrade focaliza o alívio a pobreza, o desenvolvimento sustentável e a conservação da biodiversidade, enquanto aborda também o assunto das emissões de carbono nas áreas de conservação a recuperar de conflictos prolongados. Esta é uma nova forma de fazer negócio a qual oferece uma nova forma de vida para indivíduos, comunidades e o meio ambiente natural.
O nosso modelo de negocio tem sido desenvolvido no mundo de negócios de compensações de carbono que tem como pioneiro o tratado de Kyoto sobre mudanças climáticas. Os camponeses e comunidades nas zonas florestais, que tem sido largamente excluídos dos complexos mecanismos desenvolvidos para fazer face as mudanças climáticas, fazem o maneio da plantação em retribuição das vendas das compensações de CO2 de clientes dos países desenvolvidos. Indivíduos e companhias investem efectivamente em novas florestas e na agrosilvicultura que vão absorver o dióxido de carbono gerado pelas suas actividades de negocio.
Trabalhamos também com os camponeses no sentido de mudar a forma como a sua terra é usada ajudando-os a melhorar os rendimentos das suas colheitas através da pratica de culturas fixadoras de nitrogénio que enriquecem o solo e desacelera o desmatamento.
Ao tornarem-se guardiões das florestas e tendo camponeses treinados, as comunidades locais comprometem-se significativamente com o seu meio ambiente. Em compensação, eles asseguram uma fonte de rendimento regular e uma fonte de alimentos estável e sustentável. O dinheiro que ganham das compensações do CO2 permite-lhes mudar da tecnica de ‘cortar e queimar’ para uma agricultura sustentável. E mais, cada nova árvore por eles plantada ajuda a tornar o ar que todos respiramos mais limpo.
O modelo de negocio da Envirotrade oferece uma abordagem única para aliviar a pobreza através da criação de uma base sustentável de subsistência ao em vez de promover dependência. Entre os nossos clientes ha a destacar Creative Artists Agency em Hollywood, The MAN Group, The Carbon Neutral Company, Zero Mission, Arla foods e Max Hamburger da Suécia. A ideia original para Moçambique é expandir em tamanho e novos projectos estão sendo desenvolvidos para outros países sub-saharianos.
Associação Envirotrade Carbon Livelihoods (AECL) foi lançado para assegurar que os dividendos das vendas carbono sequestrado, através dos projectos de Subsistência de Carbono, para que os ganhos da comunidade e camponeses individuais estejam salvaguardados. Aproximadamente um terço dos dividendos de qualquer venda de carbono vai directamente para este fundo e é pago aos camponeses individualmente durante sete anos, ao fundo da comunidade anualmente e outros pagamentos para maneio florestal e conservação.
Isto é bom demais para ser verdade: a forma de atacar não só um problema mas diversas ameaças e resolve-las de um só vez. O dinheiro que as comunidades em Moçambique recebem da venda das compensações de CO2 permite-lhes mudar da técnica de ‘cortar e queimar’ para uma agricultura sustentável.